DeCripto para empresas: operação, contabilidade e informação fiscal precisam fechar
A Receita Federal estruturou a DeCripto pela IN RFB nº 2.291/2025 e disponibilizou leiaute e manual próprios. Para a empresa, o ponto crítico é converter ordens, liquidações, transferências internas e registros on-chain em eventos fiscais coerentes com banco, contabilidade e titularidade dos ativos.
Revisado em 27 de agosto de 2026.
Revisão jurídica por Gilmara Nagurnhak, OAB/SC 60.763.
Classificar o fato econômico antes do arquivo fiscal
Compra, venda, intermediação, custódia e transferência interna não representam o mesmo evento
A adequação à DeCripto começa pela classificação de cada operação que integrará a declaração de criptoativos da empresa. O desenho separa negócio com cliente, aquisição de liquidez, movimentação entre wallets próprias, taxa de rede, devolução e guarda, preservando o vínculo com a entidade que assumiu o risco ou prestou o serviço. Essa classificação impede que uma transferência interna seja declarada como nova operação ou que o giro financeiro seja confundido com receita.; Fato econômico; titularidade; classificação; registro fiscal; compra e venda; intermediação; custódia; transferência entre wallets próprias; taxas e devoluções; aquisição de liquidez
Vincular cada operação à sua prova
Cliente, contraparte, valor, ativo, wallet e txid precisam contar a mesma história
A trilha documental une cadastro, ordem, preço, quantidade, data, pagamento, endereço, rede, txid, taxa e liquidação. Quando há terceiro pagador, mudança de wallet ou contraparte de liquidez, a justificativa e a aprovação permanecem ligadas ao registro original. Dessa forma, o arquivo fica explicável no nível da operação, sem depender de reconstrução manual quando surgir diferença entre o extrato bancário e a movimentação on-chain.; Cadastro; ordem; liquidação; wallet e txid; data e horário; quantidade e ativo; preço, fee e spread; origem e destino; rede e txid; documento da liquidação
Leiaute e orientações da DeCripto — Receita Federal
Fechar operação, banco, blockchain e contabilidade
A declaração deve refletir bases independentes sem apagar as diferenças que precisam ser explicadas
O trabalho confronta bases que frequentemente nascem em sistemas diferentes. Quantidades são reconciliadas com wallets e exchanges, valores em reais com contas bancárias, receitas e custos com a contabilidade e pessoas com o cadastro. Toda diferença aceita recebe causa, documento e responsável, permitindo que o arquivo fiscal seja rastreado até o evento econômico e que a empresa preserve a memória usada na entrega.; Sistema operacional; banco; blockchain; contabilidade; arquivo DeCripto; registros operacionais; movimentação financeira; movimentação on-chain; estoque e posições; lançamentos contábeis; memória do arquivo fiscal
DeCripto — documentação oficial da Receita Federal